Modal ferroviário e escoamento de soja no MATOPIBA

João Victor Brugnera, Flávio Carlos Dalchiavon

Resumo


A produção brasileira de soja desenvolve-se em ritmo acelerado e novas regiões agrícolas são formadas de acordo com a necessidade e oportunidade de expansão. As novas fronteiras agrícolas trazem consigo grandes desafios, principalmente referentes à infraestrutura logística disponível em cada região para o escoamento da safra. Torna-se fundamental conhecer essa estrutura a fim de planejar investimentos nessas regiões, calcular e estimar custos de compra e venda de grãos e insumos, tanto para produtores, quanto para cooperativas, revendas e tradings. Objetivou-se com este estudo descrever o atual escoamento rodoviário e ferroviário de soja do MATOPIBA e a potencialidade da expansão do modal ferroviário voltado à exportação de grãos, tão quanto seus benefícios e entraves para os que atuam na cadeia da soja na região. Adotou-se o método de pesquisa qualitativa com embasamento em publicações diversas. Observou-se que para atingir níveis de competitividade internacional e desenvolver áreas agrícolas mais distantes dos portos, as novas regiões agrícolas precisam de apoio governamental e privado para superar seus gargalos logísticos e investir em modais alternativos, como a implantação de um sistema ferroviário interligando o interior aos portos brasileiros. Comprovadamente, o modal ferroviário é indicado para o escoamento de soja, com menores custos e maior segurança no transporte, resultando em maiores investimentos e desenvolvimento para toda a cadeia de soja das novas fronteiras agrícolas brasileiras. 


Palavras-chave


agronegócio brasileiro; ferrovia; fronteira agrícola; logística

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DOI: https://doi.org/10.22167/r.ipecege.2017.4.48

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