Certificação no setor sucroenergético: uma análise de indicadores e inserção da ISO 9001 e Bonsucro

  • Ana Maria P.F. Oliveira ESALQ/USP
  • Aline Bigaton UNICAMP e PECEGE/ESALQ/USP
  • Haroldo José Torres da Silva ESALQ/USP
  • Henrique Raymundo Gióia ESALQ/USP
  • Carlos Eduardo Freitas Vian ESALQ/USP
Palavras-chave: legislação, sustentabilidade, usinas

Resumo

O Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas [PECEGE], em parceria com a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil [CNA], realiza anualmente o levantamento de custos de produção de cana-de-açúcar, açúcar, etanol e bioeletricidade no Brasil. As análises são realizadas a partir de questionários aplicados à fornecedores de cana-de-açúcar e usinas de açúcar, etanol e bioeletricidade. Na pesquisa aplicada às usinas foram incluídas questões quanto à posse de certificações socioambientais, devido à sua disseminação no setor sucroenergético. A análise é feita com enfoque em duas certificações: ISO 9001, selo com maior número de adesão; e Bonsucro, certificação específica do setor e que tem inserção expressiva no Brasil. Seus critérios atendem às legislações de mercados consumidores potenciais, como Estados Unidos, União Europeia e Ásia. A análise dos resultados mostra que a região Centro-Sul Tradicional se destaca positivamente quanto ao número de certificações ambientais e a Centro-Sul Expansão pelas certificações sociais. No Nordeste, há uma proporção menor de usinas detentoras de selos. Por fim, compara-se alguns indicadores de produtividade e preço entre as usinas certificadas com a ISO 9001 e a Bonsucro e as que não possuem quaisquer certificações.

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Biografia do Autor

Ana Maria P.F. Oliveira, ESALQ/USP

Graduanda em Ciências Econômicas e em Gestão Ambiental pela ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - Universidade de São Paulo) e técnica em Contabilidade pelo Centro Paula Souza. Atualmente, é estagiária de pesquisa do setor sucroenergético no Instituto PECEGE (Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas)

Haroldo José Torres da Silva, ESALQ/USP

Economista pela Universidade de São Paulo (2013) e mestrado em Ciências (Economia Aplicada) pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (2016). Atualmente é doutorando em Ciências (Economia Aplicada) pela ESALQ/USP e gestor de projetos do Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas - PECEGE/ESALQ/USP. Possui experiência especialmente na área de Economia Agrícola, com ênfase no desenvolvimento de modelos e sistemas voltados principalmente para os seguintes temas: análise de projetos, valuation, análise de custos de produção e pesquisas nos setores citrícola e sucroenergético.

Henrique Raymundo Gióia, ESALQ/USP
Mestrando em Ciências (Economia Aplicada) pela ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - Universidade de São Paulo). Cursando MBA em Agronegócio ESALQ/USP. Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de São João Del-Rei (2013). Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Macroeconomia, Economia da Inovação e Economia Industrial. Possui curso técnico de Informática Industrial realizado na Escola Técnica Estadual, ETEC João Baptista de Lima Figueiredo (Mococa – SP).
Carlos Eduardo Freitas Vian, ESALQ/USP
Doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas em 2002, com área de concentração em Análise e Elaboração de Políticas Públicas. É Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de São Carlos (1997) e graduado em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (1989). Atualmente exerce o cargo de Professor Doutor II junto ao Departamento de Economia Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiróz" da Universidade de São Paulo (ESALQ USP).  Atualmente é professor no Programa de Pós-Graduação em Economia Aplicada. Exerceu o cargo de Coordenador de Graduação do Curso de Ciências Econômicas da ESALQ (2006/08).  Nos últimos anos tem participado de projetos de pesquisa sobre a agroindústria canavieira, produção e comercialização de orgânicos, turismo rural, desenvolvimento econômico e social e certificação no agronegócio. Atua na área de Economia, com ênfase em Economia Agrícola e Agroindustrial e Economia Institucional.

Referências

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United States Environmental Protection Agency [EPA]. 2016. Renewable Fuel Standard. Disponível em: <https://www.epa.gov/renewable-fuel-standard-program/renewable-fuel-annual-standards>. Acesso em: 26 fev 2016.

Publicado
24-05-2016
Como Citar
Oliveira, A. M., Bigaton, A., Silva, H., Gióia, H., & Vian, C. E. (2016). Certificação no setor sucroenergético: uma análise de indicadores e inserção da ISO 9001 e Bonsucro. Revista IPecege, 2(2), 103-112. https://doi.org/10.22167/r.ipecege.2016.2.103
Seção
Artigo com caráter conjuntural